Fica a sonoridade ao abandono Quando os passos se cansam de passar E chega a minha Musa ao seu Outono Antes ainda de o Verão chegar * Se a Musa, por acaso, diz ter sono E se afasta de mim pra se ir deitar... Fico zangada mas, em seu abono, Sei bem que está cansada de cantar * Há passos que ao morrer pelos caminhos Abrem em flor e nunca estão sozinhos Por muito que sozinhos digam estar * E há outros que se perdem sem um som... Tudo isto é natural, tudo isto é bom: Triste é que alguns não possam caminhar. * Mª João
Todas as estações do ano têm a sua beleza. O Outono não é exceção. . Cumprimentos poéticos . Pensamentos e Devaneios Poéticos (http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/) .
A GESTAÇÃO DO POEMA `* Quando a mente fervilha, o verso é brando E esgueira-se rumando em rota incerta Tal qual fora deixada a porta aberta De um vazio que ao tolhê-lo o vai calando. * Que lhe não dê ninguém voz de comando, Pois bem sabe caber-lhe estar alerta Se irrompe, ideia fora, à descoberta Daquilo que nem eu sei como ou quando `* Mas não sabe que parte e vai ficando Onde eu sei que o criei porque é criando Que sinto que arriscar me vale a pena * Do tanto que há de dor se, murmurando, De rompante me nasce e vai vingando O que, da mente à mão, se faz Poema. Maria João Brito de Sousa 09.07.2012 – 18.48h *** `` IMAGEM - MATERNIDADE - Tela de Wifredo Lam - 1902/82
UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
Tempo de folhas caídas
ResponderEliminarestaladiças
de um último passo saídas
Bela tarde com alegria Mj, beijinhos
Só há pouco cheguei da consulta, ...
EliminarO medinho estava a passar, mas voltou todinho na consulta de hoje
Beijinhos
Tempo de nostalgia e contemplação da mudança na Natureza.
ResponderEliminarAltura em que a natureza está muito bonita.
A natureza está linda, sim, Mónica.
EliminarMas este poema e esta pintura não saíram das minhas mãos... Acabam de chegar às minhas mãos
Abraço!
🍁🍂👍
ResponderEliminarPeço desculpa pela má qualidade das fotografias, L.
EliminarTentei remediar essa falha fazendo a transcrição do poema, mas não consegui melhorar a imagem...
OBRIGADA!
Folhas já secas do Outono / Passos sonoros de abandono...
ResponderEliminarFica a sonoridade ao abandono
EliminarQuando os passos se cansam de passar
E chega a minha Musa ao seu Outono
Antes ainda de o Verão chegar
*
Se a Musa, por acaso, diz ter sono
E se afasta de mim pra se ir deitar...
Fico zangada mas, em seu abono,
Sei bem que está cansada de cantar
*
Há passos que ao morrer pelos caminhos
Abrem em flor e nunca estão sozinhos
Por muito que sozinhos digam estar
*
E há outros que se perdem sem um som...
Tudo isto é natural, tudo isto é bom:
Triste é que alguns não possam caminhar.
*
Mª João
Abraço, Francisco!
Todas as estações do ano têm a sua beleza. O Outono não é exceção.
ResponderEliminar.
Cumprimentos poéticos
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Embora o Outono e o Inverno sejam períodos de grande risco para a minha fraca saúde, reconheço-lhes a extrema beleza, Ryk@rdo.
EliminarUm abraço!
Foi tão bom receber...
ResponderEliminarAbraço
Foi, pois! :)
EliminarForte abraço, Rogério!