UM VOO DE PARDAL - Soneto muito ligeiro, dedicado à Ligeirinha
UM VOO DE PARDAL * Eu, que tanto o pratico, sei tão mal As razões de voar do próprio engenho… Sinto que é muito meu, mas sei-o estranho E chego a acreditá-lo original Por vezes, volitando, é um pardal Que por mim passa a ver quando o detenho, Sabendo que eu, sem asas, não desdenho Um timorato adejo ocasional… E logo as mãos me adejam no teclado Por causa de um pardal me ter tentado, Por obra de tão parca tentação Que é caso pra dizer que ter voado Tem sempre uma razão, sempre um culpado E as culpas nunca são da própria mão… Maria João Brito de Sousa – 05.09.2012 – 20.10h Imagem de pardoca, retirada da net, via Google
Um poema interessante que me veio lembrar a sensação que tenho que, quanto menos tempo temos, mais lentamente fazemos o que temos para fazer, para que seja mais perfeito. Ou serei só eu que penso assim?
ResponderEliminarUm abraço.
L
Não, L., não é o único a sentir que quanto menos tempo tem, mais lentamente faz seja o que for. Eu sinto-o também em tudo o que faço, excepto na poesia porque aí sou eu quem dita o tempo e, se a Musa estiver de feição, quanto mais rapidamente, melhor. O pior é quando a Musa me foge e lá tenho eu de me ir arrastando verso a verso...
EliminarObrigada e outro forte abraço
Gostei de ler como gosto sempre
ResponderEliminar.
Feliz fim de semana … (14 anos)
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Obrigada, Ryk@rdo!
EliminarUm abraço!
Muito interessante. Eu gostava de fazer ainda tanta coisa, mas o tempo é cada vez mais curto.
ResponderEliminarAbraço, saúde e bom domingo
Também eu, Elvira, também gostava de escrever ainda por uns aninhos, mas
Eliminaro tempo voa tão mais depressa quão menos jovens vamos estando...
Bom Domingo, muita saúde e um abraço!
Tou indo indo, pfiuuu que tá frio
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