NAS TUAS MÃOS
Fotografia de Carlos Ricardo * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, te confesso Que esvoaço, sucumbo e, já rendida, Procuro nessas mãos uma guarida Em que a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, só te entrego o que não peço: Submeto-me à carícia prometida Nas asas da loucura em mim escondida Que tu não sonharás e eu nem meço * E que outra ave marinha ofertaria Tanta e tão profundíssima alegria, Que outra alma se daria em seda pura? * As tuas mãos… quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de amor e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***
Um poema interessante que me veio lembrar a sensação que tenho que, quanto menos tempo temos, mais lentamente fazemos o que temos para fazer, para que seja mais perfeito. Ou serei só eu que penso assim?
ResponderEliminarUm abraço.
L
Não, L., não é o único a sentir que quanto menos tempo tem, mais lentamente faz seja o que for. Eu sinto-o também em tudo o que faço, excepto na poesia porque aí sou eu quem dita o tempo e, se a Musa estiver de feição, quanto mais rapidamente, melhor. O pior é quando a Musa me foge e lá tenho eu de me ir arrastando verso a verso...
EliminarObrigada e outro forte abraço
Gostei de ler como gosto sempre
ResponderEliminar.
Feliz fim de semana … (14 anos)
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Obrigada, Ryk@rdo!
EliminarUm abraço!
Muito interessante. Eu gostava de fazer ainda tanta coisa, mas o tempo é cada vez mais curto.
ResponderEliminarAbraço, saúde e bom domingo
Também eu, Elvira, também gostava de escrever ainda por uns aninhos, mas
Eliminaro tempo voa tão mais depressa quão menos jovens vamos estando...
Bom Domingo, muita saúde e um abraço!
Tou indo indo, pfiuuu que tá frio
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