NAS TUAS MÃOS
Fotografia de Carlos Ricardo * NAS TUAS MÃOS * Nas tuas mãos eu, ave, te confesso Que esvoaço, sucumbo e, já rendida, Procuro nessas mãos uma guarida Em que a chama que sou não tenha preço * Eu, ave, só te entrego o que não peço: Submeto-me à carícia prometida Nas asas da loucura em mim escondida Que tu não sonharás e eu nem meço * E que outra ave marinha ofertaria Tanta e tão profundíssima alegria, Que outra alma se daria em seda pura? * As tuas mãos… quem mais se atreveria A desvendar-lhes sede e fantasia Para enchê-las de amor e de ternura? * Maria João Brito de Sousa Maio 2007 ***
Tou indo
ResponderEliminarmas primeiro um tinto
para afinar
Afina, então, !
EliminarNasce-se poeta, ou descobre-se a poesia?
ResponderEliminarApreciei a fotografia, julgo que a menina é a Maria João.
Um abraço.
Acredito que se pode nascer poeta, ou seja, não ponho de parte as competências ou tendências inatas de cada um de nós, embora saiba perfeitamente que muitos grandes poetas terão ficado mudos e invisíveis por terem nascido num meio social muito pobre e oprimido, no qual essas competências/tendências não podiam ser minimamente valorizadas. António Aleixo foi uma excepção ao conseguir fazer vingar a sua poesia, apesar de muito pobre., L.
EliminarQuanto à menina, aqui excepcionalmente carrancuda, sim, sou eu com a minha mãe e a Nice na varanda daquela vivenda do Dafundo que me disse ter reconhecido
Um abraço
Com o respeito que é devido e sem desprimor para a pequena Maria João e a Nice, não queria deixar de dizer que a sua mãe era uma mulher muito bonita.
EliminarUm abraço.
Sem dúvida, L., a minha mãe e a sua irmã, a minha tia Fernanda, eram duas mulheres lindíssimas! Eu também era bonitinha, quando jovem, mas não tanto quanto a minha mãe e a minha tia.
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