A GESTAÇÃO DO POEMA
A GESTAÇÃO DO POEMA `* Quando a mente fervilha, o verso é brando E esgueira-se rumando em rota incerta Tal qual fora deixada a porta aberta De um vazio que ao tolhê-lo o vai calando. * Que lhe não dê ninguém voz de comando, Pois bem sabe caber-lhe estar alerta Se irrompe, ideia fora, à descoberta Daquilo que nem eu sei como ou quando `* Mas não sabe que parte e vai ficando Onde eu sei que o criei porque é criando Que sinto que arriscar me vale a pena * Do tanto que há de dor se, murmurando, De rompante me nasce e vai vingando O que, da mente à mão, se faz Poema. Maria João Brito de Sousa 09.07.2012 – 18.48h *** `` IMAGEM - MATERNIDADE - Tela de Wifredo Lam - 1902/82
Tou indo
ResponderEliminarmas primeiro um tinto
para afinar
Afina, então, !
EliminarNasce-se poeta, ou descobre-se a poesia?
ResponderEliminarApreciei a fotografia, julgo que a menina é a Maria João.
Um abraço.
Acredito que se pode nascer poeta, ou seja, não ponho de parte as competências ou tendências inatas de cada um de nós, embora saiba perfeitamente que muitos grandes poetas terão ficado mudos e invisíveis por terem nascido num meio social muito pobre e oprimido, no qual essas competências/tendências não podiam ser minimamente valorizadas. António Aleixo foi uma excepção ao conseguir fazer vingar a sua poesia, apesar de muito pobre., L.
EliminarQuanto à menina, aqui excepcionalmente carrancuda, sim, sou eu com a minha mãe e a Nice na varanda daquela vivenda do Dafundo que me disse ter reconhecido
Um abraço
Com o respeito que é devido e sem desprimor para a pequena Maria João e a Nice, não queria deixar de dizer que a sua mãe era uma mulher muito bonita.
EliminarUm abraço.
Sem dúvida, L., a minha mãe e a sua irmã, a minha tia Fernanda, eram duas mulheres lindíssimas! Eu também era bonitinha, quando jovem, mas não tanto quanto a minha mãe e a minha tia.
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