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GLOSANDO JOAQUIM PESSOA I

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Joaquim Pessoa  Poeta e Artista Plástico Barreiro, 22.02.1948 - (?) 17.04.2023 *     QUE AMOR É ESTE AMOR? *   Amar-te, só amar-te, e construir amor e mais amor no amor já feito, amor quase infinito, amor perfeito, amor em flor, florindo o que há-de vir. * E ao amar-te assim, quero sentir que o meu amor por ti não está no peito: percorre toda a pele, a carne, o leito, regressa à boca a tempo de sorrir. * Que amor é este amor, esta vontade de nunca te perder e de escrever-te sabendo que és a própria liberdade? * E em cada dia que não posso ver-te não tenho vida, tempo, nem idade, não tenho nada que não seja ter-te. * (Inédito)   Joaquim Pessoa *** (A)PRENDER-TE...     "Amar-te, só amar-te, e construir" A cada dia, amor, mais vida ainda, É tudo quanto sei, que a vida é linda, Mas só enquanto, viva, eu a fruir *   "E ao amar-te assim quero sentir", Ó vida, quanto amor a ti me cinda Na esp`rança duma vida que não finda Enquanto o mesmo amor em mim florir... *   "Qu...

"TENHO UM DESEJO COMIGO"

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Tenho um desejo comigo, mas só  aqui  vo-lo digo :)

PELO SEU PRÓPRIO PÉ - Reedição

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PELO SEU PRÓPRIO PÉ *   Ouvi, há pouco, o canto insinuante De um pedaço de verso, um verso alheio Que ficou a rondar-me e, neste instante, Ecoa cá por dentro qual gorjeio * De ave que em mim pousasse e que, hesitante, Em seguida mostrasse algum receio... Não resisti. Segui-lhe o rasto errante Quando partiu cantando. Que outro meio * Teria eu de ouvi-lo novamente Se é livre cada pássaro que a gente Sente pousar em nós, quando acontece * Ler-se ou ouvir-se um verso irreverente Que canta e soa tão divinamente Que tudo o mais ofusca e empobrece? * Maria João Brito de Sousa 09.04.20-20 – 10.30h ***

NÓS, HUMANOS - Reedição

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Imagem retirada da série documental 10 Segundos Para o Futuro * NÓS, HUMANOS * Cremos em anjos, demónios e santos, Criamos deuses de humanas fachadas, Tememos bruxas, duendes e fadas... Que frágeis somos, mesmo sendo tantos! * Vemos mostrengos por detrás dos mantos Das nossas mentes pouco habituadas A questionar-se quando confrontadas Com dogmas pré-impostos por uns quantos. * Assim somos! Assim nos coube ser Na profusão de vidas a nascer De que se encheu este astro todo inteiro * E que me resta a mim senão escolher, Já que negá-lo seria perder, Teimar que isto que afirmo é verdadeiro? * Maria João Brito de Sousa 10.04.2020 – 17.38h ***

VIAGEM - Mafalda Carmona e Mª João Brito de Sousa

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VIAGEM * Dueto * Mafalda Carmona e Mª João Brito de Sousa * Tivera nascido h'je, era poeta. Ess'outra, sem marcas do passado, Seguiria por caminho atapetado, Longe do fado d'escrita pateta. *   Mas aturdida e d'sassossegada, Não percebe o tónico som da viagem, O seu fim é o destino da vã miragem, E o seu descompasso 'ma grande piada. *   Com esperança e força de vontade, Segue em frente com desvelo e paixão, Nos braços da partilha e d'amizade. *   Olh'á poesia escrita nas estrelas, Estuda rima e divisão à exaustão, Sonha com perfeições, vive sem elas. *   Mafalda Carmona (11/04/23) *** "Sonha com perfeições, vive sem elas" Tal como todos nós, os sonetistas Que engendram maravilhas nunca vistas A partir das coisitas mais singelas * E julgam navegar pelas estrelas Como se fossem bandos de turistas Rumando aos céus em barcas imprevistas Que as musas vão clamando serem delas... * Há mar e mar, é certo, e no entanto, Sempre que um verso quer fazer-se ao...

POEMETOS E SONETILHOS COM VÁLVULA DE ESCAPE - Silicone

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Aqui , por favor  

CANTA-ME UM FADO

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O Parto da Viola - Amadeo de Souza-Cardoso * CANTA-ME UM FADO * I * Canta-me um fado louco e rouco e tosco Ao som de uma guitarra há muito gasta, Num beco antigo e sob o brilho fosco De uma gambiarra à porta de uma tasca * Canta-me um fado enquanto em ti me enrosco Pra me esquecer do pouco que me basta, Um que venha depois viver connosco E seja um genuíno fado rasca! * Canta-me um só de quantos nunca ouvi Que mostre o que ganhei, o que perdi E me faça sorrir enquanto choro * Um que dê voz aos meus sonhos traídos E devasse os sentidos proíbidos De quanto não vivi e que hoje ignoro * II * Não peço que me seja dedicado, Baste que chegue até ao meus ouvidos Em tom boémio ou triste e tão magoado Que os acordes me soem a gemidos... * Vá lá! Canta-me um fado sussurrado Que seduza os meus versos mal medidos, Que me desminta os sonhos tresloucados E me traga de volta os já perdidos * Um fado nado numa velha rua Que uma viola parisse à luz da lua, Sem pressas nem cuidados nem parteira * Nascido ...