DIALOGANDO COM MARIA DA ENCARNAÇÃO ALEXANDRE III
CARÍCIA QUE ACALENTA É tão cedo que o sol ainda dorme Numa cama só feita de luar Macia e tão branca, catre enorme Sobre as nuvens cinzentas lá no ar Espreguiça-se então lento e ramiforme E num sorriso breve faz-me olhar Pró horizonte belo e cordiforme Anunciando então seu acordar Aos poucos se reforça de calor Beijando cada rosto com ardor Em suave carícia que acalenta Quando cansado volta a adormecer Qual criança num sono de prazer Porém sem ele há frio que atormenta MEA 9/12/2016 PRELÚDIO(S) Não há maior carícia do que o beijo De um verso inesperado a despontar Deste limbo sem nome em que o protejo, Tranformando em soneto o meu pensar, Fluindo, acrescentando-se ao "meu" Tejo, Fazendo-me correr sem vacilar Ao encontro do verbo e do solfejo Que alguma Musa errante ousou soltar... Pr`alguns, não faz sentido, eu bem o sei, Mas como o calarei, se o exp`rimentei Como a mais tentadora das carícias Desta já longa vida? E negarei Que mais me tenta aquel`que...