NOUTRAS "GRUTAS", MUNDO AFORA...
NOUTRAS “GRUTAS”, MUNDO AFORA... * Nem todos os medos moram numa gruta... Companheiro escuta; por quantos degredos, Sem tecto ou brinquedos, sem sopa nem fruta E tratado à bruta, não passa o que em credos * Esconde os seus segredos no seio da luta? E esse que labuta e que fere os dedos Nos rijos penedos duma terra enxuta, Sem colher folguedos, como se em recruta * Sem alternativa, vivesse hora a hora Para quem o explora, sem cuidar que viva? Esse, o que se priva, esse, o que se ignora * O que nada implora e na dor que o criva Espelha a mãe nativa que o beija e que adora, Pondo nesse “agora” vida e perspectiva... * Maria João Brito de Sousa – 08.07.2018 – 15.09h (Soneto hendecassilábico com rima encadeada/intercalada)